Núcleo de Pesquisas Teatrais Encontros Possíveis

2 a 5 de dezembro de 2014 em Cuiabá e Chapada dos Guimarães-MT

Cidade dos Outros

A vida é um jogo que deve ser vencido a qualquer custo, mas o que se pretende ganhar?

Primeira Pele

O espetáculo traça o signo desta companhia que busca o aprimoramento e a intersecção das linguagens artísticas em seus espetáculos

Criadouro

O espetáculo trata do tema contemporâneo do consumo e o quanto a ganância pode ser fatal

terça-feira, 25 de outubro de 2016

ENCONTROS POSSÍVEIS 2016 - Status: CANCELADO


Foi uma decisão muito difícil... Com o coração apertado, decidimos cancelar o ENCONTROS POSSÍVEIS 2016
Desde 2009 conseguimos realizar, todos os anos, o seminário do Núcleo de Pesquisas Teatrais; houve edições em que fizemos apenas uma oficina e nada mais; outros momentos tivemos participantes nacionais e internacionais numa comunhão pra lá de especial. 
Este ano, com o tema Poéticas de Resistência, teríamos novamente a honra da presença de Eugenio Barba e Julia Varley, que arrumaram um tempo na sua agenda apesar das turnês do novo espetáculo, e Cipassê Xavante que estaria aqui para uma conversa sobre a estratégia xavante de contato. Também teríamos Marcio Xavier que iria reencontrar o amigo Jurandir Siridiwe Xavante, 25 anos depois do sucesso do espetáculo da Cia do Tamanduá O Olho do Tamanduá - baseado na pesquisa junto a cultura Xavante em MT.  Este ano seria um "encontro possível" com o diretor vinculado ao Grotowski Institute da Polônia, Jarek Fret, com os atores Alessandro Curti e Simone Sala, com palestra e demonstrações de trabalho sobre a abordagem dramatúrgica do testemunho como resistência a partir de dois espetáculos do Teatr Zar: Armine e Medea. Teríamos uma mesa para tratar da Poética de resistência com Marcelo Bones (MG), Leonardo Lessa (MG), José Fernando Azevedo (SP), Maria Marighella (BA), Tânia Faria (RS) e Nena Inoue (PR), da Frente Brasileira de Teatro. A 3ª edição da oficina de Kalaripayattu, que já está com uma turma de aprendizes iniciantes, com o mestre Sankar Lal Sivasankaran. Teríamos a Olímpia do Teatro Andante (MG) com Angela MourãoComo Superar o Grande Cansaço, do Eduardo FukushimaAve Maria com Julia Varley. Teríamos apresentações do Grupo Tibanaré e Teatro Faces, além de várias outras performances de artistas mato-grossenses durante o evento. Jan Moura já havia feito a arte e Juliana Segóvia já estava trabalhando os vídeos informativos. Mas, não será desta vez.
ENCONTROS POSSÍVEIS estava vinculado ao Circuito de Festivais de Teatro de Mato Grosso, apoiado pela Secretaria de Estado de Cultura, que é uma ação que miniminiza os custos de todo esse desafio de produzir um festival ou seminário, porque os produtores unem forças nessa rede, em colaboração e cooperação mutua. Apesar do Encontros Possíveis não ser um festival, foi valorizado pelos colegas que reconhecem no evento o potencial de oferecer um espaço para a articulação do pensamento criativo e a troca de experiências entre profissionais das artes cênicas, voltado para um público de artistas e fazedores de teatro, não só de Mato Grosso como do Brasil e mundo afora, e pretende continuar gratuito para reduzir as barreiras de acesso a formação e fruição. Por isso sempre buscamos uma fonte de patrocínio que garanta essa gratuidade, acreditando que é necessário investir nos profissionais/pesquisadores e grupos de teatro para a criação de uma rede de intercâmbio solidária. Mas, os cortes chegam primeiro na cultura e não pararão por aqui. Como muitos outros projetos de cultura e artes no Brasil, a realização foi comprometida. Estamos irmanadas com tantas outras ações que não puderam ser executadas pelo corte de verbas para a cultura. 
Agradecemos a força e a irmandade de guerreiras como Keiko Okamura, Lucas Koester e Luciana Ferreira, entre outros tantos que procuraram as soluções para que o Encontro ainda fosse Possível. Agradecemos a todos os convidados que se disponibilizaram a vir e aos artistas, amigos e companheiros de jornada, que já estavam fazendo suas malas rumo à Chapada dos Guimarães. Pra vocês, um recado: Só adiamos o abraço.  
Estamos cientes do  momento político e histórico. Estamos na luta!

E por último, mas não menos importante: Fora Temer suas PECs, peculatos e recatos!


Beijos no coração,

sábado, 8 de outubro de 2016

A Ave - uma homenagem a Wlademir Dias Pino


Em setembro tivemos a grata satisfação de trabalhar com uma equipe pra lá de bacana na direção do espetáculo A Ave - uma homenagem a Wlademir Dias Pino para o Narrativas em Cena do programa de literatura do Sesc Arsenal.
Tudo começou quando Evelise nos convidou para colaborar com a reformulação do antigo projeto Poesia, Versos e Cordas, que quem conheceu sabe o quanto era muito bom.
Escolhemos Wlademir Dias Pino por ser um autor de grande importância para a história da literatura matogrossense, mas não poderia ser um espetáculo comum.
Juntamos Dimond Crew no elenco, música de Roberto Victório e vídeo-arte de Luiz Marchetti, que trabalhou com Juliana Segóvia. Tudo ficou mais bonito com o projeto light design de Lorivaldo Rodrigues. Uma equipe super especial.
Foi bastante prazeroso trabalhar com profissionais comprometidos com a qualidade e preocupados em atingir um produto que consiga dialogar com o público alvo do programa: alunos do ensino médio.
Cumprimos com nosso objetivo e agradecemos aos parceiros!


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Apresentações CIDADE DOS OUTROS - Agosto/2016



CIDADE DOS OUTROS


Dois personagens famintos passam seu tempo fazendo planos para gastar os "milhões" em dinheiro que terão quando ganharem na loteria. Como parte de uma engrenagem, o significado de suas vidas se resume em esperar e sonhar. Todo o resto já se esgotou. A vida é um jogo que deve ser vencido a qualquer custo, mas o que se pretende ganhar?

Direção: Amauri Tangará
Atuação: Juliana Capilé e Tatiana Horevicht
Dramaturgia: Juliana Capilé
Cenotecnica: Genival Soares

Realização: Cia Pessoal de Teatro

Algumas andanças:
  • Festival Amazônia Matogrossense;
  • Festival FUGA de Goiânia
  • Festival Internacional de Teatro de Caxias do Sul – Caxias em Cena
  • Mostra Guaná de Teatro Sesc 2011
  • Sesc Cena Mato Grosso
  • Arte no IL
  • Festival Velha Joana - Primavera do Leste
  • Palco Giratório 2014
  • Circula MT 2016 - na aldeia Wederã e Quilombo Vão Grande
  • Panorama de Artes da Cena - UFMT

AGENDA:

Dia 09 de agosto de 2016
Lançamento do Circuito de Festivais de Teatro de Mato Grosso; com a Secretaria Estadual de Cultura
Cine Teatro Cuiabá
19h
Entrada franca

Dia 10 de agosto de 2016
Temporada de apresentações da Reabertura do Cine Teatro Cuiabá
Cine Teatro Cuiabá
20h
Entrada 2kg de alimento não perecível


CONTATO: (65) 9811 2597 / 98160 2504
ciapessoaldeteatro@gmail.com

terça-feira, 26 de julho de 2016

PANORAMA DAS ARTES

Foto: Chico Alves

Nossa apresentação de CIDADE DOS OUTROS no dia 21/07 no Panorama de Artes da Cena na UFMT foi realmente surpreendente. O público lotou a circunferência quadrada de nossa arena e nos brindou com vários minutos de espera depois do último texto.

Foto: Chico Alves
A maioria do público saiu logo depois que os personagens ficam rodando, rodando, rodando, sem sair do lugar. Passávam por nós dizendo baixinho coisa do tipo: "parabéns", "excelente espetáculo", "adorei". O que nos deixa sempre muito felizes.

Um pequeno grupo de incrédulos permaneceu presente, dividindo a espera com os personagens. Lá ficamos cerca de 30 minutos. Ouvíamos eles indagarem sobre as razões do espetáculo, o que estávamos querendo dizer com isso ou aquilo, o que significava o cavalo, "e o urubu, somos nós?". No radinho de pilha um programa é anunciado: A Espera. Essa coinscidência quase nos levou à gargalhada, mas conseguimos nos concentrar.

Não sabemos se foi a organização do Panorama que pediu para eles se retirarem ou se eles acharam que não tinha mais graça ficar ali, e saíram, mas estavam esperando pela gente na porta do teatro. Tivemos uma deliciosa conversa sobre "isso, isso tudo".


CIDADE DOS OUTROS é realmente perturbador e continua sendo mesmo depois de 6 anos de estrada (estreamos em 2010). Acredito que a potência maior está na forma com que ele foi feito, com essa parceria com esse diretor que admiramos, Amauri Tangará.

Foto: Chico Alves
Outra grande potência é atuar olhando diretamente para o rosto dos espectadores. Fica claro quem está curtindo e quem está confuso; quem esperava ver outra coisa e quem foi gostosamente surpreendido; quem não gostou nada e quem curtiu.

Foto: Chico Alves
É um espetáculo que cada canto desse país responde de forma diferente, mas que nos perturba a todos. Talvez essa seja a maior potência afinal, a capacidade de nos perturbar depois de tanto tempo.

Agradecemos à produção do Panorama de Artes da Cena, em especial ao Sandro Lucose e à Keiko Okamura, por nos atenderem tão bem e com tanto zelo. Evoé aos companheiros de cena que dividiram conosco esse espaço aberto por esse evento; que possamos dar espaço à toda diversidade do teatro mato-grossense! E nosso beijo para Marianna Marimon que deixou sua impressão no site Cidadão Cultura.  Abraço à todos!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Como uma aldeia xavante redefiniu um espetáculo de teatro contemporâneo.

 Cidade dos Outros - Aldeia Xavante Wede'rã - Mato Grosso / Brasil (junho/2016). Foto: Protásio de Morais

       Foi através dos olhos e olhares atentos do publico xavante que redescobri o espetáculo que atuo desde 2010. Cidade dos Outros, uma produção da Cia. Pessoal de Teatro (MT) é uma peça contemporânea que tem referencia em Beckett e sua obra. Estão presentes a inapetência, a espera por um “maná divino”, os devaneios da vida contemporânea urbana. O que tudo isso poderia dizer para uma aldeia indígena? Sua hierarquia, seus ritos, seus tempos e as horas que não passavam deram a apresentação que aconteceria, um lugar diferenciado.
            O espetáculo foi realizado no warã, espaço central da aldeia onde todos os dias os homens se reúnem. Foi neste espaço que na primeira noite, fomos solenemente apresentados à comunidade, para que soubessem quem somos, para que nos conhecessem. Minha sensação é que já haviam nos aceitado desde nossa entrada ou muito antes disso. Que estávamos próximos e distantes ao mesmo tempo, um misto de reconhecimento e estranhamento.         
            O espaço do warâ é enorme, é o centro da comunidade, tudo o que eu queria era ter um cenário maior, um espetáculo maior para ocupar o espaço. Quando a montagem da máquina de cena começou as crianças ficaram em volta, os homens ajudaram. Passaram a tarde construindo tochas para que a iluminação do espetáculo fosse maior e que assim pudesse ser registrado. Registro que foi realizado pela equipe de assessoria da SEC – MT e do Ponto de Cultura Audiovisual Apowê.  Cidade dos Outros inicia antes do público entrar e só termina quando o último espectador sai; não havia a mínima possibilidade de fazer isso lá. Na aldeia não há espaço para a solidão, citando a amiga e jornalista Lidiane Barros que presenciou na pele a vivência. Sabíamos que aquelas pessoas não iriam se aproximar somente quando tudo estivesse pronto para recebê-las e se retirar quando estivessem enfadados de esperar que os personagens parem de girar a máquina de cena, como acontece usualmente.  Eles ficariam. Essa foi a nossa discussão de um dia e meio na pré-produção da apresentação. A solução encontrada foi abrir toda a encenação, começo, meio e fim expostos. Sem artifícios, segregações espaciais, regras ou conceitos a seguir. O que tínhamos era o aqui e agora mais que verdadeiro, sem regras pré-estabelecidas. O que tínhamos era a verdadeira troca entre cena e espectador. Preparamos uma sinopse que contamos e que foi traduzida para que todos pudessem acompanhar o espetáculo. Começamos. A cada frase do texto, a cada silêncio, pausa, marcação, partitura realizada, pensávamos no que aquilo realmente significava. O que significava o tema da espera para quem tem o tempo todo a sua disposição, para aquele que não contabiliza sua vida em anos, dias e horas? O que significava o tema da insanidade pelo consumismo para aquele que é mais do que tem?  O que importa o tema da indiferença com o outro para quem se reconhece em comunidade, para aquele que tem como parente o seu próximo desconhecido? Acabamos o espetáculo que não acaba com um belo: e assim termina o teatro! Recebemos os aplausos, os apertos de mãos e abraços de agradecimento reciproco. O que aconteceu depois foi mais um aprendizado. Todos de mãos dadas, em volta da Urbitária, nossa máquina de cena, dançamos e cantamos com a nação xavante. Uma forma de congraçamento e de troca generosa. Para encerrar a celebração como disse Cacique Cipasse. Para nos irmanar e nos reconhecer compartilhando um momento eterno e fugaz, eu completo.
            Entre alegrias fomos nos trocar, desmontar a máquina de cena, jantar e então conversar. Tudo o que queríamos saber era se foi possível entender o português. Sim, claro que sim, somos nós que não entendemos a língua indígena. Quanto ao espetáculo, muito engraçado e muito bom para as crianças, porque são coisas que os adultos as alertam, para que fora da aldeia não caiam no embuste do consumismo ou do trabalho escravizado pelas horas do relógio. Um espetáculo para crianças! Que coisa mais feliz de se saber, pois quando atuava para a comunidade atenta, era como eu me sentia, uma criança.
            A frase final incluída na apresentação vaticinava o que ali se iniciou: um teatro terminou e outro começa a nascer em mim.







sexta-feira, 13 de maio de 2016

NÚCLEO DE PESQUISAS TEATRAIS - ENCONTROS POSSÍVEIS: KALARIPPAYATTU (Workshop Intensivo) - INSCRIÇÕES ...


Mestre Sankar Sivasankaran Nair


Já estão abertas as inscrições para o Workshop Intensivo de Kalarippayattu, com o mestre Sankar Lal (Índia/Polônia). Para atores, bailarinos

Investimento: R$ 250,00

Clique Aqui e faça sua inscrição.
Se preferir envie um email para ciapessoaldeteatro@gmail.com
Ou ligue 65 8160 2504

Esta é uma ação do NÚCLEO DE PESQUISAS TEATRAIS, promovido pela Cia Pessoal de Teatro, com a parceria do Sesc Arsenal.




http://nucleodepesquisasteatraismt.blogspot.com.br/


sexta-feira, 6 de maio de 2016

CIA. PESSOAL também é cinema...



O cinema em Mato Grosso vai de vento em popa! Várias produções acontecem e muito cineasta fazendo filme. A Cia Pessoal de Teatro não fica de fora desse movimento; Juliana Capilé fez a Preparação de Elenco do filme de Felippy Damian "Aquilo que me Olha" e trabalhou com os atores Raphaely Luz, Venício Bulhões, Rafaela Salomão, Júlio Carcará e a parceira Tatiana Horevicht, que atuou no filme.



"Essa parceria do cinema com o teatro é bastante proveitosa, porque a técnica de preparação de ator pode ser conduzida para a linguagem cinematográfica, onde a atuação é mais naturalista e internalizada. Fátima Toledo, a grande preparadora de elenco do Brasil também veio do teatro", revela Juliana, que estuda cinema desde sua formação em Curitiba, além de um curso no Instituto Dragão do Mar e Casa Amarela, em Fortaleza.





A preparação de elenco permite que boa parte do trabalho que o diretor teria com a atuação no set de gravação seja resolvida antes pelo ator. Permite que o ator tenha mais tempo com o personagem, se preparando para as cenas e ensaiando o que for possível preparar antes.


Além do curta de Felippy Damian, Juliana também faz a preparação de elenco da minissérie brasiliense Cidade Invisível, roteiro de Thiago Foresti e direção de Renan Montenegro. Trabalha com os atores Romeu Benedicto, Sandro Lucose, Rogério Santana, Genival Soares, Alexandre Cruz, Julio Carcará e Ilto Silva.

Tatiana Horevicht já atuou em vários curtas de Luiz marchetti, Severino Neto, Vitor Meireles e agora este, de Felippy Damian. Também fará a preparação de elenco do curta de Wuldson Marcelo, que será filmado em julho deste ano.

É o cinema Mato-grossense crescendo e mostrando que existe!

Parabéns aos novos talentos que ajudam a ampliar nosso Estado, levando o que somos e o que temos para ser visto por outros lugares!

terça-feira, 15 de março de 2016

Apresentação de CIDADE DOS OUTROS no Sesc Arsenal

CIDADE DOS OUTROS


Esperar, esperar, esperar...

Dois personagens famintos passam seu tempo fazendo planos para gastar os "milhões" em dinheiro que terão quando ganharem na loteria. O significado de suas vidas se resume em esperar e sonhar. Todo o resto já se esgotou. A vida é um jogo que deve ser vencido a qualquer custo, mas o que se pretende ganhar?

DIREÇÃO: Amauri Tangará
ATUAÇÃO: Juliana Capilé e Tatiana Horevicht
DRAMATURGIA: Juliana Capilé
CENOTECNICA: Genival Soares
PRODUÇÃO: Cia. Pessoal de Teatro

Local: Sesc Arsenal (Rua Treze de Junho, s/n)
Data: 18, 19 e 20 de março de 2016 - sexta, sábado e domingo
Horário: Sexta e sábado, às 20h; Domingo, às 19h
Ingresso: R$ 15,00 (Inteira), R$ 7,50 (Meia), R$ 5,00 (Comerciário)



No domingo haverá um debate em torno das questões do contemporâneo levantadas pelo espetáculo, com os convidados José Carlos Leite e Maria Thereza Azevedo, como parte do evento CIDADE POSSÍVEL, promovido e organizado pelo ECCO/UFMT.




Informações: 65 - 3624 6001 / 8111 2597
ciapessoaldeteatro@gmail.com

quarta-feira, 2 de março de 2016

CIDADE DOS OUTROS como parte da programação do CIDADE POSSÍVEL


Dois personagens famintos passam seu tempo fazendo planos para gastar os "milhões" em dinheiro que terão quando ganharem na loteria. O significado de suas vidas se resume em esperar e sonhar. Todo o resto já se esgotou. A vida é um jogo que deve ser vencido a qualquer custo, mas o que se pretende ganhar?


Nessa montagem da Cia. Pessoal de Teatro, o tema é a apatia. Os dois personagens só esperam: pelo resultado de um prêmio, pelo entendimento, pela morte de um cavalo, pela felicidade...

Dirigido por Amauri Tangará, com atuação de Tatiana Horevicht e Juliana Capilé, Cidade dos Outros circulou o país na caravana Palco Giratório promovido pelo Sesc Arsenal e chamou a atenção para o teatro contemporâneo realizado em Mato Grosso.






Em sua temporada, Cidade dos Outros despertou curiosidade e reflexão em torno do comportamento humano contemporâneo, que se deixa prender por um sistema que determina que a pessoa só existe se possuir bens. 

Além do questionamento ao sentido capitalístico dos tempos atuais, o espetáculo levanta temas típicos do nosso Estado: criação de gado, plantação de soja, obras inacabadas, rodovias em péssimas condições... Tudo isso é citado, como uma conversa da qual se pega apenas um "rabo", como um assunto que está fragmentado. 









A temporada do espetáculo no Sesc Arsenal está vinculada ao evento Cidade Possível, que será desenvolvido pelo Programa de Pós Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea -ECCO - UFMT, com fomento da CAPES e FAPEMAT. Este evento, realizado em comemoração ao aniversário de Cuiabá, pretende discutir as questões que nos impedem de viver em uma cidade melhor e as soluções que já encontramos e que estão dando certo. ( www.cidadepossivelcuiaba.org )




CIDADE DOS OUTROS
Local: Teatro do Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, s/n)
Data: 18, 19 e 20 de março de 2016.
Horário: Sexta e Sábado às 20h, Domingo às 19h
Ingresso: 15 reais INTEIRA; 7,50 MEIA; 5 reais COMERCIÁRIO


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Aberta as inscrições para Cursos de Teatro do Sesc Arsenal: iniciação e avançado

Oficina Dramaturgia do Ator, ministrada por Tatiana Horevicht em Goiânia/GO


As inscrições para os cursos de Teatro Iniciação e Avançado (15 anos acima), estarão abertas a partir do dia 18 de fevereiro!
Este ano as aulas serão conduzidas pelas atrizes e diretoras da Cia Pessoal de Teatro, Tatiana Horevicht e Juliana Capilé. O curso tem duração anual aos sãbados, com inicio no dia 05 de março.


Palco Giratório 2014 - Porto Alegre-RS

As pesquisadoras teatrais são formadas no curso de Direção Teatral pela UFOP/MG e atuam na linha do teatro contemporâneo na capital, tendo representado o Estado em 2014 no Circuito Palco Giratório - Sesc.


 A Cia Pessoal de Teatro é conhecida por seu empenho na formação do artista cênico, com vários cursos e oficinas voltados para a formação e o aprimoramento do profissional das artes cênicas, promovendo todo ano o evento Encontros Possíveis; um seminário internacional que traz à Mato Grosso artistas e mestres do ofício teatral e performativo. O evento é conduzido pelo Núcleo de Pesquisas Teatrais, liderado pela Cia Pessoal de Teatro com a missão de criar uma rede de intercâmbios entre artistas latino americanos pesquisadores da estética/poética Contemporânea.

Palco Giratório - Sesc Pompeia SP
Os cursos de formação do Sesc Arsenal já eram conduzidos por uma integrante da companhia, Daniela Leite, e por Karina Figueredo, colaboradora e iluminadora  dos espetáculos da Cia. Durante o ano passado, elas trabalharam questões do performativo com os participantes do curso, culminando com uma impactante Performance nos jardins do Sesc Arsenal. 

Juliana Capilé - Encontros Possíveis 2014
Os interessados em teatro devem se dirigir à Central de Atendimento da unidade do Sesc Arsenal, na rua 13 de Junho, s/n, atrás do Dutrinha, e fazer a inscrição. O curso de Iniciação serve ´para aqueles que nunca tiveram nenhuma aula de teatro, mesmo que façam teatro a vida toda. O participante terá contato com os princípios básicos da pesquisa teatral e dos experimentos cênicos, tendo oportunidade de aprender na prática o ofício cênico. A turma de Avançado é indicado aqueles que já são experientes nas técnicas teatrais e que já tiveram aula de teatro antes. Nesta turma o participante vai ampliar seu estudo de forma mais avançada.

CURSOS DE TEATRO:INICIAÇÃO E AVANÇADO (15 anos acima)

Duração: Anual
Onde: Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, Porto)
Quando: Sábados, das 14h às 18h
Quanto: R$ 25,00 Comerciário; R$ 50,00 Usuário

Obs: O Sesc Arsenal também oferece cursos de teatro para crianças de 7 a 15 anos. Consulte a Central de Atendimento para maiores informações. 

Central de Atendimento Sesc Arsenal
Segunda a Sexta-Feira
das 8h às 19h
(65) 3611-0550