Núcleo de Pesquisas Teatrais Encontros Possíveis

2 a 5 de dezembro de 2014 em Cuiabá e Chapada dos Guimarães-MT

Cidade dos Outros

A vida é um jogo que deve ser vencido a qualquer custo, mas o que se pretende ganhar?

Primeira Pele

O espetáculo traça o signo desta companhia que busca o aprimoramento e a intersecção das linguagens artísticas em seus espetáculos

Criadouro

O espetáculo trata do tema contemporâneo do consumo e o quanto a ganância pode ser fatal

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terça-feira, 26 de julho de 2016

PANORAMA DAS ARTES

Foto: Chico Alves

Nossa apresentação de CIDADE DOS OUTROS no dia 21/07 no Panorama de Artes da Cena na UFMT foi realmente surpreendente. O público lotou a circunferência quadrada de nossa arena e nos brindou com vários minutos de espera depois do último texto.

Foto: Chico Alves
A maioria do público saiu logo depois que os personagens ficam rodando, rodando, rodando, sem sair do lugar. Passávam por nós dizendo baixinho coisa do tipo: "parabéns", "excelente espetáculo", "adorei". O que nos deixa sempre muito felizes.

Um pequeno grupo de incrédulos permaneceu presente, dividindo a espera com os personagens. Lá ficamos cerca de 30 minutos. Ouvíamos eles indagarem sobre as razões do espetáculo, o que estávamos querendo dizer com isso ou aquilo, o que significava o cavalo, "e o urubu, somos nós?". No radinho de pilha um programa é anunciado: A Espera. Essa coinscidência quase nos levou à gargalhada, mas conseguimos nos concentrar.

Não sabemos se foi a organização do Panorama que pediu para eles se retirarem ou se eles acharam que não tinha mais graça ficar ali, e saíram, mas estavam esperando pela gente na porta do teatro. Tivemos uma deliciosa conversa sobre "isso, isso tudo".


CIDADE DOS OUTROS é realmente perturbador e continua sendo mesmo depois de 6 anos de estrada (estreamos em 2010). Acredito que a potência maior está na forma com que ele foi feito, com essa parceria com esse diretor que admiramos, Amauri Tangará.

Foto: Chico Alves
Outra grande potência é atuar olhando diretamente para o rosto dos espectadores. Fica claro quem está curtindo e quem está confuso; quem esperava ver outra coisa e quem foi gostosamente surpreendido; quem não gostou nada e quem curtiu.

Foto: Chico Alves
É um espetáculo que cada canto desse país responde de forma diferente, mas que nos perturba a todos. Talvez essa seja a maior potência afinal, a capacidade de nos perturbar depois de tanto tempo.

Agradecemos à produção do Panorama de Artes da Cena, em especial ao Sandro Lucose e à Keiko Okamura, por nos atenderem tão bem e com tanto zelo. Evoé aos companheiros de cena que dividiram conosco esse espaço aberto por esse evento; que possamos dar espaço à toda diversidade do teatro mato-grossense! E nosso beijo para Marianna Marimon que deixou sua impressão no site Cidadão Cultura.  Abraço à todos!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Como uma aldeia xavante redefiniu um espetáculo de teatro contemporâneo.

 Cidade dos Outros - Aldeia Xavante Wede'rã - Mato Grosso / Brasil (junho/2016). Foto: Protásio de Morais

       Foi através dos olhos e olhares atentos do publico xavante que redescobri o espetáculo que atuo desde 2010. Cidade dos Outros, uma produção da Cia. Pessoal de Teatro (MT) é uma peça contemporânea que tem referencia em Beckett e sua obra. Estão presentes a inapetência, a espera por um “maná divino”, os devaneios da vida contemporânea urbana. O que tudo isso poderia dizer para uma aldeia indígena? Sua hierarquia, seus ritos, seus tempos e as horas que não passavam deram a apresentação que aconteceria, um lugar diferenciado.
            O espetáculo foi realizado no warã, espaço central da aldeia onde todos os dias os homens se reúnem. Foi neste espaço que na primeira noite, fomos solenemente apresentados à comunidade, para que soubessem quem somos, para que nos conhecessem. Minha sensação é que já haviam nos aceitado desde nossa entrada ou muito antes disso. Que estávamos próximos e distantes ao mesmo tempo, um misto de reconhecimento e estranhamento.         
            O espaço do warâ é enorme, é o centro da comunidade, tudo o que eu queria era ter um cenário maior, um espetáculo maior para ocupar o espaço. Quando a montagem da máquina de cena começou as crianças ficaram em volta, os homens ajudaram. Passaram a tarde construindo tochas para que a iluminação do espetáculo fosse maior e que assim pudesse ser registrado. Registro que foi realizado pela equipe de assessoria da SEC – MT e do Ponto de Cultura Audiovisual Apowê.  Cidade dos Outros inicia antes do público entrar e só termina quando o último espectador sai; não havia a mínima possibilidade de fazer isso lá. Na aldeia não há espaço para a solidão, citando a amiga e jornalista Lidiane Barros que presenciou na pele a vivência. Sabíamos que aquelas pessoas não iriam se aproximar somente quando tudo estivesse pronto para recebê-las e se retirar quando estivessem enfadados de esperar que os personagens parem de girar a máquina de cena, como acontece usualmente.  Eles ficariam. Essa foi a nossa discussão de um dia e meio na pré-produção da apresentação. A solução encontrada foi abrir toda a encenação, começo, meio e fim expostos. Sem artifícios, segregações espaciais, regras ou conceitos a seguir. O que tínhamos era o aqui e agora mais que verdadeiro, sem regras pré-estabelecidas. O que tínhamos era a verdadeira troca entre cena e espectador. Preparamos uma sinopse que contamos e que foi traduzida para que todos pudessem acompanhar o espetáculo. Começamos. A cada frase do texto, a cada silêncio, pausa, marcação, partitura realizada, pensávamos no que aquilo realmente significava. O que significava o tema da espera para quem tem o tempo todo a sua disposição, para aquele que não contabiliza sua vida em anos, dias e horas? O que significava o tema da insanidade pelo consumismo para aquele que é mais do que tem?  O que importa o tema da indiferença com o outro para quem se reconhece em comunidade, para aquele que tem como parente o seu próximo desconhecido? Acabamos o espetáculo que não acaba com um belo: e assim termina o teatro! Recebemos os aplausos, os apertos de mãos e abraços de agradecimento reciproco. O que aconteceu depois foi mais um aprendizado. Todos de mãos dadas, em volta da Urbitária, nossa máquina de cena, dançamos e cantamos com a nação xavante. Uma forma de congraçamento e de troca generosa. Para encerrar a celebração como disse Cacique Cipasse. Para nos irmanar e nos reconhecer compartilhando um momento eterno e fugaz, eu completo.
            Entre alegrias fomos nos trocar, desmontar a máquina de cena, jantar e então conversar. Tudo o que queríamos saber era se foi possível entender o português. Sim, claro que sim, somos nós que não entendemos a língua indígena. Quanto ao espetáculo, muito engraçado e muito bom para as crianças, porque são coisas que os adultos as alertam, para que fora da aldeia não caiam no embuste do consumismo ou do trabalho escravizado pelas horas do relógio. Um espetáculo para crianças! Que coisa mais feliz de se saber, pois quando atuava para a comunidade atenta, era como eu me sentia, uma criança.
            A frase final incluída na apresentação vaticinava o que ali se iniciou: um teatro terminou e outro começa a nascer em mim.



https://youtu.be/GrMwIkqvBaE





quarta-feira, 6 de agosto de 2014

PALCO GIRATÓRIO 2014

CIDADE DOS OUTROS  se prepara para se apresentar em mais quatro cidades da turnê do Palco Giratório 2014!
Desta vez vamos para Campo Grande, com apresentação no dia 10/08 e mais oficina de Dramaturgia do Ator. Em São Paulo estaremos no Sesc Pompéia nos dias 14 e 15/08. Em seguida vamos montar a Urbitária no Sesc Palladium, em Belo Horizonte, no dia 18/08 e a partir do dia 20/08 estaremos em Rondonópolis para apresentação do espetáculo, bate-papos, oficina, pensamento giratório e apresentação de Primeira Pele, como repertório. Daqui a pouco vamos postar as novidades de cada uma dessas apresentações. Viaje conosco.

SERVIÇO:
CIDADE DOS OUTROS - Palco Giratório 2014
Campo Grande - 10/08
São Paulo - 14 e 15/08
Belo Horizonte - 18/08
Rondonópolis - 22/08

As apresentações serão nas unidades Sesc de cada cidade. Os ingressos já se encontram disponíveis, sendo que cada unidade possui sua política de distribuição e vendas. Censura do espetáculo: 12 anos

terça-feira, 15 de julho de 2014

CIDADE DOS OUTROS segue viagem!



Depois de uma paradinha para a Copa do Mundo Fifa, Cidade dos Outros segue sua turnê pelo Palco Giratório - SESC - 2014.
Desta vez a máquina vai ser instalada no Teatro Sesc Garagem (913 Sul), em Brasília, para o encerramento do festival.
Se você estiver por lá, vá nos ver!

SERVIÇO:
CIDADE DOS OUTROS - Palco Giratório - SESC 2014
Local: Teatro Sesc Garagem (913 Sul)
Dia: 20/07/2014 - domingo
Horário: 20h30
Entrada Franca com ingressos distribuidos uma hora antes de cada espetáculo

terça-feira, 8 de abril de 2014

Programa Acontece Michelle Diehl 17 03 2014





CIDADE DOS OUTROS no Programa Acontece!! Importante espaço para divulgação do trabalho de cultura e arte do Estado!! Parabéns à equipe, em especial à Michelle e José Augusto!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Primeira Parada: Fortaleza!

Dia 05 de abril embarcamos para Fortaleza, para nossa primeira apresentação de CIDADE DOS OUTROS no palco Giratório!!! Para nós é uma honra e tanto!! Que os deuses do teatro possam nos acompanhar nessa!!
Vamos procurar postar aqui nossas impressões, dilemas, angústias e sucessos das viagens. Vamos conosco?
A apresentação será:
Dia 6 de abril
Local: SESC Iracema - Fortaleza - CE
Horas: 20h


sexta-feira, 14 de março de 2014

TEMPOPRADA SESC TEATRO

Foto: Protásio Morais
A Temporada Sesc de Teatro, com CIDADE DOS OUTROS, foi um sucesso!
Apresentamos nos dias 7, 8 e 9 de março, com um público expressivo, que só foi aumentando conforme os dias iam passando. Um público qualificado, com pessoas que admiramos e amamos, amigos, familiares e mestres, além, é claro, de muita gente que foi conhecer nosso trabalho. Foi um prazer apresentar nosso espetáculo nesses dias!!

Desta vez apresentamos no palco do teatro do Sesc Arsenal. O público estava no palco conosco, e Janaína Coelho, analista de teatro do Sesc, providenciou uma arena com as arquibancadas dispostas em volta, bem perto da cena. Ficou ótimo!
Aproveitamos a temporada para consertar algumas coisas da Urbitária, nossa máquina de cena. Paulo Kruckoski, o cenotécnico que a materializou, substituiu luzes que não estavam funcionando bem, acertou a instalação elétrica e trocou idéia com Genival Soares, que o substituirá nas viagens do Palco Giratório. Genival tem larga experiência como cenógrafo e montador, além de ser ótimo diretor e ator de teatro. Será muito bom tê-lo conosco.
Essa temporada serviu também para renovarmos a gravação do espetáculo, que ficou ao encargo do mais que competente João Carlos Bertoli, da Lamiré, que gravou em HD, com uma luz especial para melhor captar a imagem. Aproveitando o ensejo, também fizemos novas fotos, com o trabalho de Protásio de Morais nos cliques. As imagens estão aí para vocês conferirem.
Agora estamos prontas para iniciar a turnê do Palco Giratório. Nossa primeira cidade será Fortaleza-CE, onde vamos reencontrar nosso amigo Joacir e sua família. Em breve postaremos as fotos aqui.
Grande beijo a todos!




quarta-feira, 5 de março de 2014

TEMPORADA SESC TEATRO




 
CIDADE DOS OUTROS
dias 07, 08 e 09 de março/2014
20h
SESC Arsenal

Uma nova temporada do espetáculo Cidade dos Outros acontecerá no SESC Arsenal em março! Desta vez a Cia. Pessoal de Teatro está comemorando a entrada no Circuito Palco Giratório/SESC como espetáculo convidado para representar Mato Grosso em 2014 no circuito nacional de maior prestígio do país. “É uma honra representar nosso Estado nesse circuito. Mato Grosso tem muito teatro de qualidade e precisamos mostrar nossa produção para que o Brasil conheça” - disse Juliana Capilé, atriz e dramaturga do espetáculo.


AGENDA
CIDADE DOS OUTROS
Dias 07, 08 e 09 de março de 2014
20h – Teatro
Ingresso: Inteira: R$15,00/Meia: R$ 7,50/ Comerciário: R$ 5,00
Faixa etária indicativa: 12 anos





quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Sesc Arsenal


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

TEMPORADA SESC DE TEATRO - CIDADE DOS OUTROS





CIDADE DOS OUTROS
Dias 07, 08 e 09 de março/2014
20h
SESC Arsenal

Uma nova temporada do espetáculo Cidade dos Outros acontecerá no SESC Arsenal em março! Desta vez a Cia. Pessoal de Teatro está comemorando a entrada no Circuito Palco Giratório/SESC como espetáculo convidado para representar Mato Grosso em 2014 no circuito nacional de maior prestígio do país. “É uma honra representar nosso Estado nesse circuito. Mato Grosso tem muito teatro de qualidade e precisamos mostrar nossa produção para que o Brasil conheça” - disse Juliana Capilé, atriz e dramaturga do espetáculo.

Cidade dos Outros permite várias miradas e, sendo assim, possibilita ao espectador atitudes de recolhimento reflexivo, contemplação da cena teatral como explicitação de estética arrojada e oitiva atenta de um texto que apresenta a cotidianidade com saberes transpassados pela diversidade contemporânea” 


Em verdade, creio que a cena que vi não é uma cena, mas um pedaço da vida devida. As amarrações, as cadeias, os rangidos, tudo é parcela importante da comunicação entrecortada cujo viés traduz o caráter oral da peça e a beleza da plasticidade que se desenrola o tempo todo num jogo de vida e morte.” Marília Beatriz, professora na UFMT, mestre em Comunicação e Semiótica/ PUC-SP e membro da Academia Mato-grossense de Letras. Crítica publicada no jornal Circuito Mato Grosso, de 5 a 11 de setembro de 2013, p.3)

O espetáculo nasceu em 2010, resultado do prêmio Myriam Muniz Montagem/Teatro da FUNARTE e foi dirigido pelo renomado diretor de teatro e cinema Amauri Tangará. Conta com a atuação de Tatiana Horevicht e Juliana Capilé, que também assina a dramaturgia. Com inspiração beckttiana, a peça trata de questões contemporâneas, como: o consumismo, a apatia, a ausência de solidariedade, a pouca perspectiva de futuro.

“A polissemia da dramaturgia de Juliana Capilé tem milhares de cidades, gentes, angustia, dor, espera, desilusões e esperança. Cidade dos Outros de sua autoria foi escolhida pelo respeitado Projeto Palco Giratório do SESC Nacional, para ser apresentada na maioria das capitais brasileiras em 2014. Teatro contemporâneo, do mais alto nível. Fala, enfim, da conspiração da economia contra a “alma” das pessoas e cidades. Até Detroit pode ser recuperada, e quem dirá, Cuiabá! Em Detroit morre um modelo de cidade, de vida. Apelarão, como em MT para a dança do Cacique? (...)Quantas cidades vivem em nossa cidade? Muitas!” (Waldir Bertúlio - Critica publicada no blog www.waldirbertulioopina.blogspot.com.br /21 de novembro de 2013)

 
Em cena, dois personagens esperam pelo resultado da loteria. Enquanto aguardam ficam planejando o que fazer com o dinheiro que irão receber de prêmio. Sem ter o que comer e sem lugar para morar, os dois revivem uma situação que vai se degradando aos poucos. Remoem assuntos, relembram problemas: um cavalo que cai no buraco de construção, um acidente na estrada, investir ou não em gado... As questões se repetem sem uma solução aparente. Giram, sem sair do lugar.
  
“A prisão e a futilidade pela busca de uma fortuna, que só viria pela obsessão dos jogos de loteria, realizam – apenas no campo dos sonhos – anseios de uma vida burguesa. Tais comportamentos, paradoxalmente, casam-se bem à situação de acoplagem das personagens a uma enorme máquina, que as prende por meio de um trabalho incessante e repetitivo, como já denunciara Chapplin, em Tempos Modernos.” (Roberto Boaventura é doutor em Jornalismo (USP/SP) e professor de Literatura na UFMT. Crítica publicada no Diário de Cuiabá, de 17 de fevereiro de 2014-Edição nº 13777).
 
Cidade dos Outros já participou do Festival de Teatro Amazônia Mato-Grossense (Alta Floresta-MT), do Festival Caxias em Cena (Caxias do Sul-RS), da Mostra Regional Palco Giratório SESC (Cuiabá-MT), do Festival Velha Joana de Teatro (Primavera do Leste – MT), do FUGA – Festival de Teatro da Universidade do Goiânia (GO) e segue acreditando no potencial do teatro mato-grossense.


AGENDA
CIDADE DOS OUTROS
Dias 07, 08 e 09 de março de 2014
20h – Teatro
Ingresso: Inteira: R$15,00/Meia: R$ 7,50/ Comerciário: R$ 5,00
Faixa etária indicativa: 12 anos 




sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

CIDADE DOS OUTROS no Velha Joana

 Primavera do Leste - MT fez um lindo festival de teatro na semana do dia 10 a 15 de novembro de 2013! Iniciou com um cortejo cênico que tomou a cidade, capitaneado pelos bonecões da Cia Escola Circo Leite de Pedras. Foi lindo!
 Vários espetáculos, nacionais e regionais, fizeram parte da programação, que contou com a Prefeitura de Primavera do Leste e a Secretaria de Cultura do Estado. Este ano o Velha Joana, que já está na VII edição, se uniu a outros dois festivais realizando uma programação integrada que formou o Primeiro Festival de Teatro Cena Mato Grosso.
Os outros dois festivais são o Zó Bolo Flô, de Cuiabá e o Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense, realizado em Alta Floresta.
A Cia Pessoal de Teatro estava presente com o espetáculo Cidade dos Outros.
Além do espetáculo também participamos da mesa redonda Teatro Contemporâneo.
O festival foi organizado pelo Grupo de Teatro Faces, de Primavera do Leste, coordenado pelo nosso amigo Wanderson Lana. Parabéns a todos! Mato Grosso precisa mostrar sua arte!!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

CIDADE DOS OUTROS

(Única apresentação)

Data: 17 / 09 / 2013
Hora: 19h30
Local: Auditório da ADUFMAT (Oca)
Entrada Franca

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Crítica: "Simples Assim", de Marília Beatriz


"Cidade dos outros permite várias miradas e, sendo assim possibilita ao espectador atitudes de recolhimento reflexivo, contemplação da cena teatral como explicitação de estética arrojada e oitiva atenta de um texto que apresenta a cotidianidade com saberes transpassados pela diversidade contemporânea.
O artifício cênico mais que sublinhar a representação contextualizada aparenta chamar a atenção para aquilo que de tão ocasional passa despercebido e/ou divide opiniões. Assim é que o acidente de carro atravessa todo o espetáculo como recurso que inicia o ambiente teatralizado e vai destecendo aos olhos dos personagens e do público o que a percepção apesar de anotar não registra com exatidão. A precariedade do sentido da visão indica , ao contrário do que podia estar no texto,a coloração de uma gama variada de sentidos que a todo o momento uma ou outra personagem, um próprio ou um outro, explicitam o acidente com sua incidentalidade. Incidental é o desempenho do texto, é a interpretação máxima aparentada nos corpos e nas vestes das atrizes. É a contemporaneidade fugindo dos jargões conceituais e se metendo na dolorosa vida. Contemporânea é a vida que se mostra que fere e que pode ser avaliada pelos desejos temporais e ambientais.
A máquina sublinha a validade de um homem robotizado? Ou o mesmo aparato tangencia a volatilidade esfacelada disso que o imaginário sugere como múltiplo, disso que Cidade dos Outros apropria e faz na realidade o imaginário. Penso que o olhar mais atento apreende dores, lutos e emoções que dificilmente são mostradas num tempo tão cênico. Em verdade creio que a cena que vi não é uma cena, mas um pedaço da vida devida. As amarrações, as cadeias, os rangidos tudo é parcela importante da comunicação entrecortada, cujo viés traduz o caráter oral da peça e a beleza da plasticidade que se desenrola o tempo todo num jogo de vida e morte.
Parece que por ser a Cidade dos Outros de algum modo todo mundo se apropria desse espaço/espetáculo e passa a exigir o silêncio todo tempo anunciado. Cidade que se avizinha de tantos rumores, de tanto disse-me-disse, que pede não apenas palmas, mas o anúncio de novos tempos para o Teatro e para a Vida que se faz Teatro. Não se trata de mesmice, porém de um outro que pode ser o mesmo. Isso é a prova que um espetáculo de altíssimo nível, pleno de um arrojado arranjo estético pode provocar numa espectadora desavisada como eu.
Cuiabá, tarde qualquer de um domingo de agosto 2013."

Publicado em http://www.circuitomt.com.br/flip/456

Marília Beatriz é professora da UFMT,mestre em Comunicação e Semiótica (PUC/SP), e a mais nova membro da Academia Mato-grossense de Letras.

domingo, 1 de setembro de 2013

Crítica: Cidade dos Outros no Projeto Artes no IL: uma semana de teatro e verdade - por Teresinha Prada


Após uma semana em cartaz (de 26 a 30 de agosto) na sala 06 do Instituto de Educação – gentilmente cedida para o Projeto Artes no IL – , a peça teatral Cidade dos Outros terminou sua participação. Um bom público compareceu ao espetáculo, atrás de qualidade em Arte, e a expectativa foi alcançada.
O texto, vencedor do Prêmio Mirian Muniz (Funarte), é de autoria de Juliana Capilé e em cena estão ela mesma e Tatiana Horevicht. Mas será que somente as duas atrizes estão em cena?
Uma máquina enorme ocupa quase toda a sala e a ação começa. Logo descobrimos que, mais que a máquina gigantesca,  enchem o espaço o tom de vozes e os gestos das personagens, que saem como uma flecha a nos atingir em cheio – tanto é assim que assistimos a várias pessoas na plateia gesticulando junto, respondendo ao texto, tamanha é a verdade de atuação das atrizes e a qualidade envolvente do diálogo, que torna personagens seres íntimos e muito reconhecidos de todos, em qualquer cidade do mundo.
A máquina, per si, engendra um movimento, mas é em vão. Move-se circularmente,
não sai do lugar – metáfora de vidas.
O texto de Capilé é tocante, sem concessão: incomoda. O reconhecimento do diálogo, com a situação gerada, é imediato e crescente, para quem tem olhos para ver, ouvidos para ouvir, a perceber o mal que pode significar ser e não-ser numa cidade. 
Ao non sense, ao absurdo, à crueza, soma-se a infantilidade das personagens – dois  despossuídos – que discordam,  mas amenizam suas rudezas para suportar melhor – juntos – o dia a dia.
A crença na sorte como única possibilidade de mudar suas vidas –  o dinheiro vindo assim fácil pela aposta no jogo.
À espera da mudança em seus destinos; passada com simplicidade em soluções, cheia de lugares-comuns, vidas rascunhadas apenas, com lampejos de discernimento – logo postos de lado, pois ameaçam o equilíbrio, revelariam o vazio de suas vidas.
Falas de gente anônima, receptores do desprezo social.
De invisíveis.
Crônica dos males e males crônicos.
Para que dividir se você pode se dar bem sozinho?
E o homem? Ser racional, “acima” das outras espécies?
O que faz? Escorraça-as – “um cavalo caiu no buraco”
Quem cuida? Quem o salva? – não vale a pena.
Mas tragédias são reconhecíveis, são comentadas,
Um caminhão passou por cima de um carro
Afinal “ele se safou” – espanto geral, de tanto espanto até entretém
E torce e retorce na mesma notícia
Inteligentemente, a única obra musical da peça é uma ciranda de roda,
como a nos dizer como éramos ingênuos quando pequeninos e
como nos tornamos cruéis e massificados pela roda viva do mundo adulto.
Sons vêm da esquizofonia do rádio de uma das personagens
A escutar qualquer coisa... vozes, noticiário, a hora do Brasil... tanto faz.
É preciso passar o tempo
E girar pelo espaço
Andar e chegar ao mesmo lugar.


 Teresinha Prada – Bacharel em Música, Violão, pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP);  Mestre em Produção Artística e Crítica Cultural pelo Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina – Prolam, da Universidade de São Paulo (USP); Doutora em História Cultural USP;  pesquisadora e docente na graduação em Música e no Mestrado em Estudos de Cultura Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso.


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Artes do IL apresenta CIDADE DOS OUTROS

CIDADE DOS OUTROS será apresentado no Instituto de Linguagens - IL/ UFMT, dentro da programação do ARTES NO IL. 
Será nos dias 26, 27, 28, 29 e 30 de Agosto, de segunda à sexta, sempre às 18:30h.
Local: Sala 06 - Bloco Novo do IE.
O ingresso será no sistema pós-pago, ou seja, primeiro você assiste e depois coloque no chapéu o valor que achar que merece, (ou o valor que puder no momento!). 
Não deixe de assistir só porque o salário ainda não saiu e é fim de mês... 
Mesmo no sistema pós-pago temos que respeitar a capacidade da sala, por isso será distribuído senhas, uma hora antes de cada apresentação, às 17:30h.

No dia 28/08, quarta-feira, haverá um debate após o espetáculo, sobre as questões levantadas pelo espetáculo.
Você é nosso convidado!
SERVIÇO:
CIDADE DOS OUTROS
De 26 a 30 de agosto de 2013.
às 18h30
Local: Sala 6 - Bloco novo do IE
Ingresso: distribuição de senha com uma hora de antecedência e Sistema pós-pago (pague quanto quiser ou quanto puder no final do espetáculo)

Patrocínio: Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá - Fundo Municipal de Apoio e Estímulo à Cultura
Apoio: Instituto de Linguagem IL / UFMT e Instituto de Educação IE
            Coletivo à Deriva
Realização: Cia. Pessoal de Teatro
                      Artes no IL
Confira a programação do Artes no IL no blog do movimento: http://www.artesnoiele.blogspot.com.br/
 
-
Cia Pessoal de Teatro
ciapessoaldeteatro@gmail.com
Contato: 65 8111 2597 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

CIDADE DOS OUTROS NA UNIVERSIDADE!!




CIDADE DOS OUTROS será apresentado no Instituto de Linguagens - IL/ UFMT, dentro da programação do ARTES NO IL. 

Será nos dias 26, 27, 28, 29 e 30 de Agosto, de segunda à sexta, sempre às 18:30h
O ingresso será no sistema pós-pago, ou seja, primeiro você assiste e depois coloque no chapéu o valor que achar que merece, (ou o valor que puder no momento!). 
Não deixe de assistir só porque o salário ainda não saiu e é fim de mês... 
Mesmo no sistema pós-pago temos que respeitar a capacidade da sala, por isso será distribuído senhas, uma hora antes de cada apresentação, às 17:30h,  em frente da sala onde será a apresentação.
Informe-se a localização exata da sala no blog Artes no IL
www.artesnoiele.blogspot.com

No dia 28/08, quarta-feira, haverá um debate após o espetáculo, sobre as questões levantadas pelo espetáculo, que acontecerá no auditório do ECCO, 2º andar, com debatedores de várias áreas de conhecimento e professores do ECCO / UFMT.
Você é nosso convidado!



SERVIÇO:
CIDADE DOS OUTROS
De 26 a 30 de agosto de 2013.
às 18h30
Local: sala de aula do Instituto de Linguagens - UFMT
Ingresso: distribuição de senha com uma hora de antecedência e Sistema pós-pago (pague quanto quiser ou quanto puder no final do espetáculo)

Patrocínio: Secretaria Muncipal de Cultura de Cuiabá - Fundo Municipal de Apoio e Estímulo à Cultura
Apoio: Instituto de Linguagem IL / UFMT
              Coletivo à Deriva
Realização: Cia. Pessoal de Teatro  
Confira a programação do Artes no IL no blog do movimento: http://www.artesnoiele.blogspot.com.br/
 
Lei de Incentivo à Cultura