Núcleo de Pesquisas Teatrais Encontros Possíveis

2 a 5 de dezembro de 2014 em Cuiabá e Chapada dos Guimarães-MT

Cidade dos Outros

A vida é um jogo que deve ser vencido a qualquer custo, mas o que se pretende ganhar?

Primeira Pele

O espetáculo traça o signo desta companhia que busca o aprimoramento e a intersecção das linguagens artísticas em seus espetáculos

Criadouro

O espetáculo trata do tema contemporâneo do consumo e o quanto a ganância pode ser fatal

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Nova Imersão de Trabalho - EntreNãoLugares

EntreNãoLugares
Direção: Julia Varley
Atuação: Juliana Capilé e Tatiana Horevicht
Projeto de luz: Karina Figueredo
Figurino: Einstein Hawking
Colaboração Música Cênica: Karla Izidro
Preparação vocal: Cristiane Puertas
Co-produção: Cia. Pessoal de Teatro e NTL (Nordisk Teaterlaboratorium) workshops Odin Teatret.

Espetáculo incentivado pela Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá e Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz.


A Cia. Pessoal de Teatro está preparando as malas para mais uma imersão em Holstebro, na sede do Odin Teatret na Dinamarca, para dar continuidade à montagem do novo espetáculo “EntreNãoLugares”, uma coprodução com o Nordisk TeaterLaboratorium.  No início de 2017 a Cia. Pessoal de Teatro passou vinte dias na sede do Odin Teatret preparando uma primeira versão do espetáculo que foi apresentada em março no SESC Arsenal.                                        O trabalho tem a direção de Julia Varley (Odin Teatret) e conta com o incentivo do Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz e Fundo de incentivo à cultural da Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá.

O espetáculo
“EntreNãoLugares” surgiu com de uma pesquisa impulsionada pela crescente onda migratória que tem deslocado milhares de pessoas ao redor do mundo. As guerras, conflitos, fome e tragédias naturais têm movimentado o mapa mundi e imprimido uma característica forte do nosso tempo: o deslocamento e a sensação de não estar no lugar certo. O espetáculo mistura essa sensação com as muitas histórias que as viagens narram. Na encenação as atrizes Juliana Capilé e Tatiana Horevicht investigam diversos passos, cantos, narrativas e sonoridades que giram em torno deste universo.
“Ainda estamos no início dos trabalhos de montagem, por isso é um pouco difícil dizer onde vai dar essa viagem, mas nos sentimos empolgadas em tratar de um tema tão pungente: a dor de deixar o seu lugar e não ser aceito em lugar nenhum. Essas pessoas não saem de suas casas porque querem; elas são obrigadas a isso.”, diz Juliana.
O espetáculo tem a marca da direção de Julia Varley, com muita música e trabalho vocal, fazendo um panorama de várias viagens, desde Ulisses na Odisseia até a viagem que a mãe da atriz Tatiana Horevicht fez em sua juventude, da Paraíba para o Paraná.
Na montagem as atrizes contam com a preparação vocal de Cristiane Puertas e colaboração de música cênica da musicista de teatro Karla Izidro. A produção também traz os profissionais Einstein Hawking no projeto de figurino e Karina Figueredo no projeto de iluminação.
A Cia. Pessoal de Teatro conta ainda com as parcerias com Metade Cheio, onde ocorre os ensaios e onde sediará a apresentação do novo estágio do trabalho quando a companhia voltar da imersão, e com Yoga e Cia através do instrutor Gean Carlo que acompanha o treinamento corporal.

O intercâmbio internacional
A parceria com o Nordisk TeaterLaboratorium iniciou através do intercâmbio entre a Cia. Pessoal de Teatro e o Odin Teatret e se tornou potente com as atividades do Núcleo de Pesquisas Teatrais – Encontros Possíveis que a Cia Pessoal de Teatro desenvolve desde 2009, e conta com a participação de Eugenio Barba e Julia Varley, tendo recebido também os atores Jan Ferslev e Roberta Carreri.
O Odin Teatret foi criado em 1964 na Noruega pelo italiano Eugenio Barba e desde 1966 está sediado na Dinamarca. De lá possui intercâmbios com o mundo todo, desenvolvendo várias atividades e sendo largamente reconhecido por seus trabalhos. Essas atividades são desenvolvidas pelo Nordisk TeaterLaboratorium, cujos integrantes vêm de onze países e quatro continentes. Hoje, as principais atividades do Laboratório incluem: espetáculos apresentados na própria sede e em turnês; "trocas" feitas em diversos contextos, na Dinamarca e no exterior; organização de encontros internacionais de grupos de teatro; hospitalidade para companhias e grupos de teatro e dança; Odin Week Festival anual; publicação de revistas e livros; produção de filmes e vídeos didáticos; pesquisas no campo da Antropologia Teatral durante as sessões da ISTA (International School of Theatre Anthropology); Universidade do Teatro Eurasiano; produção de espetáculos com o ensemble multicultural do Theatrum Mundi; colaboração com o CTLS (Centre for Theatre Laboratory Studies) da Universidade de Arhus, com a qual organiza regularmente a The Midsummer Dream School; Festuge (Semana de Festa) de Holstebro; Festival trienal Transit, dedicado às mulheres que trabalham no teatro; OTA (Odin Teatret Archives), os arquivos vivos da memória do Odin; WIN, Prática para Navegantes Interculturais; espetáculos para crianças; exposições; concertos; mesas redondas; iniciativas culturais e projetos especiais para a comunidade de Holstebro e de seu entorno, e artistas em residência, como é o caso da Cia. Pessoal de Teatro, além de outras atividades.
A direção
Julia Varley é atriz do Odin Teatret há mais de 40 anos, tendo participado da maioria das produções do grupo. Além de atriz, Julia desenvolve sua carreira como diretora e realiza várias produções com atores e atrizes ao redor do mundo. Coordena o Transit Festival e o Magdalena Project, ações dedicadas à participação das mulheres no teatro.
Julia é uma diretora muito atenta e precisa. Presta muita atenção nos detalhes da obra e possui um jeito muito respeitoso de dirigir. A gente se sente seguras. É uma pessoa muito generosa e é uma honra poder trabalhar com ela. Uma verdadeira mestra.” diz Tatiana Horevicht.

Holstebro
A sede do Odin Teatret fica em Holstebro. É uma pequena cidade da Dinamarca, na península da Jutlândia. É la´que as atrizes estão montando o espetáculo em parceria com o Nordisk TeaterLaboratorium.
“Montar esse espetáculo em Holstebro tem um tom muito especial, porque a obra trata dos viajantes, exilados e refugiados; dos que não estão em seus lugares de conforto, e Holstebro é isso para nós. É uma terra completamente estranha, que tudo é diferente da nossa cultura”, revela Juliana Capilé.
Desta vez serão mais 20 dias de trabalho contínuo e prolongado. São em torno de 12 horas de trabalho por dia, entre treinamento, ensaio e pesquisas de material.
Segundo Tatiana, “o ritmo é intenso, mas compensa, porque temos que aproveitar os encontros com Julia e organizar tudo que temos”.




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Informações adicionais:
65 9 8111 2597 / 9 8160 2504
ciapessoaldeteatro@gmail.com

Uma co-produção da Cia. Pessoal de Teatro e Nordisk Teater Laboratorium






sexta-feira, 2 de junho de 2017

Doação ACNUR para Refugiados

Processo de criação de EntreNãoLugares com a diretora Julia Varley
Tínhamos uma pauta no Sesc Arsenal para a estreia de EntreNãoLugares nos dias 25 e 26 de março de 2017, com bilheteria. Na nossa imaginação a gente iria conseguir estrear nessa data com o espetáculo completo. SQN. Depois de muito trabalho notamos que ainda estávamos só no começo do proceso. Mas, por conta do edital da Funarte e da Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá, precisávamos prestar contas do recurso que nos foi confiado, então... tínhamos que estrear.

Resolvemos aproveitar a data do Sesc e apresentar o trabalho em processo, porque a coisa toda ainda tem muito chão pela frente. A bilheteria, por acreditar que não é justo ficarmos com ela já que o espetáculo está sendo financiado pelos recursos municipal e federal, resolvemos doar para a ACNUR, a agência da ONU que cuida dos refugiados do mundo.


Não foi tarefa fácil: tivemos um contratempo enorme com a nota fiscal da Cia, que simplesmente não queria sair. Conversa vai, contador vem, e finalmente, só agora, a nota foi liberada e fizemos o pagamento da bilheteria.
Finalmente, com vocês, a doação.

Caso você também queira fazer uma doação, o site da ACNUR é  https://doar.acnur.org/acnur/donate.html








sábado, 18 de março de 2017

ENTRENÃOLUGARES - Processo de trabalho em Holstebro (Dinamarca)


Juliana Capilé, Tatiana Horevicht e Julia Varley

De fevereiro a março deste ano de 2017 estivemos em Holstebro, Dinamarca, para trabalhar o novo espetáculo da Cia. Pessoal de Teatro: EntreNãoLugares.
Esta pesquisa está nos deixando muito empolgadas: o trabalho é uma parceria com o Nordisk Teaterlaboratorium, com direção de Julia Varley e trata de viagens, passos, histórias e livros, por enquanto.
Estamos revisitando Odisséias e olhando as rotas que o mundo têm: estradas, ventos, marés, rios... Não importa para onde vamos, o que importa é permanecer em movimento. Neste momento de grandes migrações, o que nos atinge é a imagem de um garotinho afogado em uma praia, que estava indo para algum lugar e foi parar em outro. 
Julia testa alguns tecidos com Tati
Esse espetáculo começou a ser germinado em nós lá mesmo, em Holstebro, por ocasião do Cohabitation e da pesquisa para nosso livro que nos permitiu ficar como residentes do Odin por três meses seguidos. Conhecemos nosso amigo Samier Edo, da Síria, e sua situação de refugiado. Ele trabalha como artista plástico na oficina do Odin e se esforça para aprender dinamarquês, enquanto torce para que a família consiga sobreviver à guerra. Conhecer o Samier nos fez sentir o quanto a guerra está próxima e como isso afeta as pessoas, mas elas continuam, seguem, e carregam em seus passos a história de seus caminhos.

 Descobrimos que também somos feitos de passos de outros que vieram antes de nós e que nós somos hoje um prolongamento, senão uma continuação, desses mesmos passos de antes. Somos todos caminhantes e caminhos, porque nossa existência interfere e contribui para a caminhada de outros. Dessa forma que Julia e o Odin interferiram nos nossos passos. A princípio fomos até lá seguindo o mapa de nossos professores, depois trouxemos eles pra cá através do Núcleo de Pesquisas - Encontros Possíveis que promovemos todo ano. Ligamos duas cidades periféricas: Cuiabá e Holstebro.









 Recebemos a visita de Eugenio Barba na sala de ensaio e mostramos para ele todo material que tínhamos; ele nos brindou com cerca de uma hora de conversa, o que contribuiu muito para nossos questionamentos.Também apresentamos para todos que estavam no Odin, agendando uma pauta, o que significou uma quase estréia para nós. É comum termos esse nível de generosidade neste reduto Odin Teatret, dos que trabalham lá e dos que estão por ali só de passagem. A generosidade e o comprometimento artístico do grupo acaba por contagiar e ditar a tônica das relações que acontecem ali. Melhor lugar do mundo para germinar uma criação.
Ensaio da cena

O processo de trabalho durante esse mês que passamos lá foi intenso, mas forrado dessa generosidade e companheirismo artístico. Encontramos outras duas residentes que contribuíram muito para o espetáculo: Marije Nie e Vilja Itkonen. Marije que trabalha com step dance na Holanda nos provocou com sua pesquisa sobre passos do mundo, o que nos fez concentrar nos pés dos que andam e nos passos que dão. Vilja nos presenteou com uma canção de ninar, direto da Finlândia, que diz para a criança que o mundo dos mortos está aqui do lado e não é tão ruim assim. Tudo isso é um mundo só.
Anna e nós
Tivemos o prazer de conhecer Anna Stigsgaard, da Dinamarca, que teve a generosidade de compor um arranjo e a paciência de nos ensinar a cantá-lo. Além da competência de Fausto Pro e Sabrina Martello, o melhor casal solucionador de problemas que existe!
E também temos que agradecer a inesperada presença do queridíssimo William Fidelis, que no tempo que passou conosco, nos ajudou com as fotos e vídeos. 


Nosso trabalho com o espetáculo está apenas no começo e já prevê muita coisa pela frente. Como caminhantes de longa jornada seguimos avante, com os olhos pregados no destino. Que os deuses abençoem nossa jornada!

EntreNãoLugares

Cia. Pessoal de Teatro
co - produção Nordisk Teaterlaboratorium
Direção: Julia Varley
Atuação: Juliana Capilé e Tatiana Horevicht
Cenotécnica: Genival Soares
Iluminação: Karina Figueredo
Preparação Vocal: Cris Puertas
Preparação Corporal: Giancarlo Piazzeta (Yoga & Cia)
Design Gráfico: Jan Moura
Audiovisual: Juliana Segóvia




terça-feira, 25 de outubro de 2016

ENCONTROS POSSÍVEIS 2016 - Status: CANCELADO


Foi uma decisão muito difícil... Com o coração apertado, decidimos cancelar o ENCONTROS POSSÍVEIS 2016
Desde 2009 conseguimos realizar, todos os anos, o seminário do Núcleo de Pesquisas Teatrais; houve edições em que fizemos apenas uma oficina e nada mais; outros momentos tivemos participantes nacionais e internacionais numa comunhão pra lá de especial. 
Este ano, com o tema Poéticas de Resistência, teríamos novamente a honra da presença de Eugenio Barba e Julia Varley, que arrumaram um tempo na sua agenda apesar das turnês do novo espetáculo, e Cipassê Xavante que estaria aqui para uma conversa sobre a estratégia xavante de contato. Também teríamos Marcio Xavier que iria reencontrar o amigo Jurandir Siridiwe Xavante, 25 anos depois do sucesso do espetáculo da Cia do Tamanduá O Olho do Tamanduá - baseado na pesquisa junto a cultura Xavante em MT.  Este ano seria um "encontro possível" com o diretor vinculado ao Grotowski Institute da Polônia, Jarek Fret, com os atores Alessandro Curti e Simone Sala, com palestra e demonstrações de trabalho sobre a abordagem dramatúrgica do testemunho como resistência a partir de dois espetáculos do Teatr Zar: Armine e Medea. Teríamos uma mesa para tratar da Poética de resistência com Marcelo Bones (MG), Leonardo Lessa (MG), José Fernando Azevedo (SP), Maria Marighella (BA), Tânia Faria (RS) e Nena Inoue (PR), da Frente Brasileira de Teatro. A 3ª edição da oficina de Kalaripayattu, que já está com uma turma de aprendizes iniciantes, com o mestre Sankar Lal Sivasankaran. Teríamos a Olímpia do Teatro Andante (MG) com Angela MourãoComo Superar o Grande Cansaço, do Eduardo FukushimaAve Maria com Julia Varley. Teríamos apresentações do Grupo Tibanaré e Teatro Faces, além de várias outras performances de artistas mato-grossenses durante o evento. Jan Moura já havia feito a arte e Juliana Segóvia já estava trabalhando os vídeos informativos. Mas, não será desta vez.
ENCONTROS POSSÍVEIS estava vinculado ao Circuito de Festivais de Teatro de Mato Grosso, apoiado pela Secretaria de Estado de Cultura, que é uma ação que miniminiza os custos de todo esse desafio de produzir um festival ou seminário, porque os produtores unem forças nessa rede, em colaboração e cooperação mutua. Apesar do Encontros Possíveis não ser um festival, foi valorizado pelos colegas que reconhecem no evento o potencial de oferecer um espaço para a articulação do pensamento criativo e a troca de experiências entre profissionais das artes cênicas, voltado para um público de artistas e fazedores de teatro, não só de Mato Grosso como do Brasil e mundo afora, e pretende continuar gratuito para reduzir as barreiras de acesso a formação e fruição. Por isso sempre buscamos uma fonte de patrocínio que garanta essa gratuidade, acreditando que é necessário investir nos profissionais/pesquisadores e grupos de teatro para a criação de uma rede de intercâmbio solidária. Mas, os cortes chegam primeiro na cultura e não pararão por aqui. Como muitos outros projetos de cultura e artes no Brasil, a realização foi comprometida. Estamos irmanadas com tantas outras ações que não puderam ser executadas pelo corte de verbas para a cultura. 
Agradecemos a força e a irmandade de guerreiras como Keiko Okamura, Lucas Koester e Luciana Ferreira, entre outros tantos que procuraram as soluções para que o Encontro ainda fosse Possível. Agradecemos a todos os convidados que se disponibilizaram a vir e aos artistas, amigos e companheiros de jornada, que já estavam fazendo suas malas rumo à Chapada dos Guimarães. Pra vocês, um recado: Só adiamos o abraço.  
Estamos cientes do  momento político e histórico. Estamos na luta!

E por último, mas não menos importante: Fora Temer suas PECs, peculatos e recatos!


Beijos no coração,

sábado, 8 de outubro de 2016

A Ave - uma homenagem a Wlademir Dias Pino


Em setembro tivemos a grata satisfação de trabalhar com uma equipe pra lá de bacana na direção do espetáculo A Ave - uma homenagem a Wlademir Dias Pino para o Narrativas em Cena do programa de literatura do Sesc Arsenal.
Tudo começou quando Evelise nos convidou para colaborar com a reformulação do antigo projeto Poesia, Versos e Cordas, que quem conheceu sabe o quanto era muito bom.
Escolhemos Wlademir Dias Pino por ser um autor de grande importância para a história da literatura matogrossense, mas não poderia ser um espetáculo comum.
Juntamos Dimond Crew no elenco, música de Roberto Victório e vídeo-arte de Luiz Marchetti, que trabalhou com Juliana Segóvia. Tudo ficou mais bonito com o projeto light design de Lorivaldo Rodrigues. Uma equipe super especial.
Foi bastante prazeroso trabalhar com profissionais comprometidos com a qualidade e preocupados em atingir um produto que consiga dialogar com o público alvo do programa: alunos do ensino médio.
Cumprimos com nosso objetivo e agradecemos aos parceiros!


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Apresentações CIDADE DOS OUTROS - Agosto/2016



CIDADE DOS OUTROS


Dois personagens famintos passam seu tempo fazendo planos para gastar os "milhões" em dinheiro que terão quando ganharem na loteria. Como parte de uma engrenagem, o significado de suas vidas se resume em esperar e sonhar. Todo o resto já se esgotou. A vida é um jogo que deve ser vencido a qualquer custo, mas o que se pretende ganhar?

Direção: Amauri Tangará
Atuação: Juliana Capilé e Tatiana Horevicht
Dramaturgia: Juliana Capilé
Cenotecnica: Genival Soares

Realização: Cia Pessoal de Teatro

Algumas andanças:
  • Festival Amazônia Matogrossense;
  • Festival FUGA de Goiânia
  • Festival Internacional de Teatro de Caxias do Sul – Caxias em Cena
  • Mostra Guaná de Teatro Sesc 2011
  • Sesc Cena Mato Grosso
  • Arte no IL
  • Festival Velha Joana - Primavera do Leste
  • Palco Giratório 2014
  • Circula MT 2016 - na aldeia Wederã e Quilombo Vão Grande
  • Panorama de Artes da Cena - UFMT

AGENDA:

Dia 09 de agosto de 2016
Lançamento do Circuito de Festivais de Teatro de Mato Grosso; com a Secretaria Estadual de Cultura
Cine Teatro Cuiabá
19h
Entrada franca

Dia 10 de agosto de 2016
Temporada de apresentações da Reabertura do Cine Teatro Cuiabá
Cine Teatro Cuiabá
20h
Entrada 2kg de alimento não perecível


CONTATO: (65) 9811 2597 / 98160 2504
ciapessoaldeteatro@gmail.com

terça-feira, 26 de julho de 2016

PANORAMA DAS ARTES

Foto: Chico Alves

Nossa apresentação de CIDADE DOS OUTROS no dia 21/07 no Panorama de Artes da Cena na UFMT foi realmente surpreendente. O público lotou a circunferência quadrada de nossa arena e nos brindou com vários minutos de espera depois do último texto.

Foto: Chico Alves
A maioria do público saiu logo depois que os personagens ficam rodando, rodando, rodando, sem sair do lugar. Passávam por nós dizendo baixinho coisa do tipo: "parabéns", "excelente espetáculo", "adorei". O que nos deixa sempre muito felizes.

Um pequeno grupo de incrédulos permaneceu presente, dividindo a espera com os personagens. Lá ficamos cerca de 30 minutos. Ouvíamos eles indagarem sobre as razões do espetáculo, o que estávamos querendo dizer com isso ou aquilo, o que significava o cavalo, "e o urubu, somos nós?". No radinho de pilha um programa é anunciado: A Espera. Essa coinscidência quase nos levou à gargalhada, mas conseguimos nos concentrar.

Não sabemos se foi a organização do Panorama que pediu para eles se retirarem ou se eles acharam que não tinha mais graça ficar ali, e saíram, mas estavam esperando pela gente na porta do teatro. Tivemos uma deliciosa conversa sobre "isso, isso tudo".


CIDADE DOS OUTROS é realmente perturbador e continua sendo mesmo depois de 6 anos de estrada (estreamos em 2010). Acredito que a potência maior está na forma com que ele foi feito, com essa parceria com esse diretor que admiramos, Amauri Tangará.

Foto: Chico Alves
Outra grande potência é atuar olhando diretamente para o rosto dos espectadores. Fica claro quem está curtindo e quem está confuso; quem esperava ver outra coisa e quem foi gostosamente surpreendido; quem não gostou nada e quem curtiu.

Foto: Chico Alves
É um espetáculo que cada canto desse país responde de forma diferente, mas que nos perturba a todos. Talvez essa seja a maior potência afinal, a capacidade de nos perturbar depois de tanto tempo.

Agradecemos à produção do Panorama de Artes da Cena, em especial ao Sandro Lucose e à Keiko Okamura, por nos atenderem tão bem e com tanto zelo. Evoé aos companheiros de cena que dividiram conosco esse espaço aberto por esse evento; que possamos dar espaço à toda diversidade do teatro mato-grossense! E nosso beijo para Marianna Marimon que deixou sua impressão no site Cidadão Cultura.  Abraço à todos!