Núcleo de Pesquisas Teatrais Encontros Possíveis

2 a 5 de dezembro de 2014 em Cuiabá e Chapada dos Guimarães-MT

Cidade dos Outros

A vida é um jogo que deve ser vencido a qualquer custo, mas o que se pretende ganhar?

Primeira Pele

O espetáculo traça o signo desta companhia que busca o aprimoramento e a intersecção das linguagens artísticas em seus espetáculos

Criadouro

O espetáculo trata do tema contemporâneo do consumo e o quanto a ganância pode ser fatal

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Dramaturgia do Ator

"Talento é uma pequena parte do trabalho e o ator precisa estar consciente de seu potencial criativo para melhor contribuir com a cena." Esta é a abordagem da oficina de teatro aplicada pela atriz e diretora da Cia Pessoal de Teatro, Tatiana Horevicht a convite do ICV - Instituto Centro de Vida.
Nesta oficina Tatiana vai abordar sua pesquisa sobre a técnica da Dramaturgia do Ator que iniciou no curso técnico de Ator do Palácio das Artes em Belo Horizonte e prosseguiu pesquisando com Eugênio Barba, que difundiu a técnica, na sede do Odin Teatret em Holstebro na Dinamarca.
SERVIÇO: Oficina de Teatro DRAMATURGIA DO ATOR Instrutora: Tatiana Horevicht Data: 12 a 16 de dezembro de 2011. Horário: das 19h às 22h Local: Palácio da Instrução Inscrições: 3613 9230 Vagas Limitadas: 20 Gratuito com Certificado Tatiana Horevicht nasceu em Cascavel /PR. Sua formação começou na Faculdade de Artes do Paraná, onde cursou Licenciatura em Artes Cênicas. Seguiu para Belo Horizonte/MG onde concluiu o curso profissionalizante de atuação do Palácio das Artes, enquanto aprofundava seus estudos em flamenco, dança moderna e mais tarde, clown. Ingressou em 2000 na Universidade Federal de Ouro Preto - UFOP, tendo contribuído na formação da Cia Pessoal de Teatro, da qual é diretora do espetáculo Primeira Pele. Durante o curso participou como diretora do espetáculo Criadouro, e como assistente de direção dos espetáculos: Apareceu a Margarida; História do Zoológico, O Cobrador e Antígone. A Cia Pessoal de Teatro muda sua sede para Cuiabá-MT, onde participa do espetáculo Salário dos Poetas, direção de Amauri Tangará; um intercâmbio Brasil/Portugal. Realizou uma turnê com o espetáculo Primeira Pele, apresentando por todo território amazônico e seguindo para Espanha, onde participam do curso do Teatro O Bando, em Palmela, Portugal. Aprofundou em seus estudos de teatro antropológico num curso de imersão na sede do Odin Teatret, na Dinamarca, em agosto de 2011.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cia Pessoal de Teatro no Odin Teatret

Foram dez dias de intenso aprendizado. Acordávamos às 6h das geladas e molhadas manhãs dinamarquesas para conseguir escovar dente e tomar banho antes de encontrar o banheiro ocupado. Tentávamos alongar um corpo que queria mais era se encolher, para estarmos prontos para Augusto Omolú e sua dança dos Orixás. Incrível atravessar o Atlântico para conhecer os orixás assim, tão de perto, na pele de um bahiano. Mundo pequeno. O treinamento é incrível e me fez pensar sobre não termos um treinamento corporal de tradição que seja brasileiro; essa afirmação cai por terra nas aulas de Omolú. Temos a dança dos Orixás, a capoeira, o maracatu, todos com tradições de treinamentos corporais que poderiam fornecer a corporalidade teatral à la brasileira, como os pesquisadores procuram. Será?
Tínhamos conversas com a equipe do Odin Teatret todos os dias e ouvíamos Eugênio Barba palestrar quase todos os dias. Mas o mais incrível foi assistir às demonstrações de trabalho dos atores do Odin e ver seus espetáculos. Odin Teatret é um grupo de pesquisa mais antigo que conheço: vão fazer 50 anos de existência. Tem uma história bastante curiosa de temporadas mambembes e direção única, numa época em que a criação coletiva imperava. No início dos anos 1966 eles receberam o convite da prefeitura de Holstebro para montarem sede na cidade, e receberam uma antiga fazenda de presente da prefeitura. A cidadezinha estava acabando, com seus habitantes indo embora, e o prefeito resolveu investir em arte (um santo homem!) Transformaram esta fazenda num espaço cultural de teatro de pesquisa. Até hoje recebem subsídio do governo dinamarquês e da prefeitura de Holstebro.
É um grupo que se preocupa com o trabalho do ator e todas as demonstrações são de pesquisas corporais e vocais. Recentemente, nos últimos 20 anos, também adotaram pesquisas musicais com os trabalhos do Frans Winther, Kai Bredholt e do Jan Ferslev. Os atores possuem particularidades que são respeitadas pela direção: Julia Varley tem uma pesquisa mais vocal que corporal e prefere falar em inglês nos seus espetáculos solos; Iben Rasmussen possui mais uma pesquisa corporal e vocal bastante forte e busca dramaturgias bastante ligadas a sua história pessoal; Roberta Carreri tem forte pesquisa corporal, fala em italiano nos solos e partitura de ação bastante pautada na dramaturgia do ator. O Tage Larsen é um pouco de cada. A grande dama, Else-Marie é a mais velha atriz do Odin e nos apresentou seu vídeo de demonstração de trabalho. É dela a criação mais emblemática do Odin, que é a personagem Andrógina.
Uma parte importante da experiência foi ter contato com profissionais do teatro do mundo todo: Itália, França, Estados Unidos e Espanha, Romênia, Estônia, Irã, Colômbia, Bósnia-Herzegovina, Canadá, UK e tantos outros. Brasileiros éramos 5, contando com o Augusto Omolú, seis; mas organizamos uma comunidade da língua portuguesa com os amigos portugueses. Toda a equipe do Odin compreende o português e a comunicação é tranquila..
Recomendamos a todos esta experiência. Fiquem atentos ao edital do ano que vem, quando rola a inscrição para o Odin Week Festival. O site é www.odinteatret.dk. Boa viagem teatral!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Cd Cirandando, de Vera Capilé

Memória trabalhada em literatura

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Encontro Poético!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Inscreva sua pesquisa no 'Residência Artística' do Pavilhão!

Os projetos de pesquisa podem ser na área de teatro, dança ou circo.

Envie seu projeto para o e-mail julianacapíle@cultura.mt.gov.br

O valor do incentivo é fixo em 1.600,00 reais.

Os encontros acontecerão no Pavilhão das Artes - Palácio da Instrução, com carga horária em torno de 20h.

Os projetos devem ter:
Nome; proposta, ementa, dias da semana que melhor convém, tempo de duração em número de horas/aula e público alvo da sua pesquisa.

Informações: 65 - 3613 0203 / 65 - 8111 2597


Participe!

                                                          


Uma ação da Gerência de Artes Cênicas


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Leitura Dramatizada Sesc

A Cia Pessoal de Teatro realiza a leitura dramatizada da obra de Edward Albee que mais levanta traços da identidade sexual do escritor. Albee passou por muitas dificuldades para assumir sua homossexualidade, numa Nova York muito diferente dos dias de hoje. Para traduzir seu rancor, ele cria "História do Zoológico"; uma viagem sem volta que dois homens iniciam a partir de uma conversa despretenciosa, numa tarde de domingo no Central Park. Na década de 1930, 40 e 50, o Central Park era o local preferido dos encontros gays na cidade. Entre arvores e arbustos, homens bem casados e bem sucedidos escondiam sua orientação sexual de uma sociedade ainda puritana e medrosa. Aos que não conseguiam se encaixar na hipocrisia necessária ao estilo de vida americano, restava a marginalização e a prostituição. E era também neste parque, no meio da cidade, que esses rapazes iam para vender seus serviços para cavalheiros bem casados. O texto descreve um desses encontros, que ao invés de um ato sexual, o que vemos é um embate entre esses dois mundos: o mundo dos hipócritas e o mundo dos excluídos. Albee explora com maestria a solidão que existe nos dois mundos e questiona o destino da própria história. Convidamos a todos para conferir esta intrincada conversa.

"História do Zoo", de Edward Albee
Leitura Dramatizada por Cia Pessoal de Teatro
Dia 15 de junho - quarta-feira
Sesc Arsenal - 20h
Entrada gratuita

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Música Cênica no Curso Livre de Teatro

O módulo de música cênica do Curso Livre de Teatro terá a compositora Estela Ceregatti como ministrante.
O Curso Livre de Teatro é um curso permanente, em caráter modular, que está contribuindo bastante para inserir no mercado teatral, agentes mais capacitados para criar grupos de teatro atuantes no estado. Para isso oferece módulos técnicos de 32 horas de duração sobre áreas do espetáculo que comumente não são estudadas, mas que são bastante importantes para a condução de um grupo teatral que intenciona montar um espetáculo. Já foi oferecido os módulos de dramaturgia, cenografia e agora, música cênica. Em seguida teremos: direção, figurino, iluminação, teatro de grupo e produção teatral.
Estela Ceregatti tem 23 anos, é cuiabana e desde muito pequena teve contato com o mundo das artes, pois estudou em uma escola com Pedagogia Waldorf, cujo ensino é através das artes.
Em 2000, iniciou seus estudos de violão com Pio Toledo e Ellen Toledo e começou a estudar técnica vocal com Ellen Toledo. Aos quinze anos passou a integrar o grupo de choro: Novos Chorões, participando da gravação de dois CDs do grupo.
Já foi integrante da Bionne, grupo de choro e samba formado por mulheres, onde atuou como vocalista e violonista, e participou do grupo vocal feminino: Boca de Matilde


Compositora desde os quatorze anos, hoje com linguagem musical mais amadurecida, passou por alguns cursos / professores essenciais à sua formação, dentre eles: Curso de Música Popular Brasileira – SESC Arsenal, com Ellen Toledo e Pio Toledo – 2005, Curso Antropomúsica – Botucatu – SP, onde teve aula de Técnica e Arranjo Vocal com Meca Vargas (SP), Euritmia e Cântele com Veronica Brunis (Alemanha) e Composição, Prática em Conjunto e Construção de Instrumentos com Marcelo Petraglia (SP) – 2007. Curso de Técnica Vocal com André Vilani (MT) – 2007, curso de Composição e Violão com Marcus Ferrer (SP), pelo SESC Arsenal – 2009, Curso de Percussão Corporal com grupo Barbatuques (SP) – 2009, curso sobre Técnica Eletroacústica com professor renomado João Pedro Oliveira (Portugal) – 2009, curso de Eletroacústica com professora especialista Cristina Dignart (UFMT) – 2009, Curso de Harmonia com Ebinho Cardoso, SESC Arsenal – 2009, Curso de Extensão de Composição com Ticiano Rocha (UFMT) – 2010, Percussão Popular com Edson Quesada (DF) e aulas de canto popular com a renomada cantora brasileira: Fátima Guedes (RJ), pelo 32º Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília – 2010. Fátima Guedes acresceu grande influência em seu aprendizado.
Em 2008, esteve em Toronto – Canadá, onde encontrou importantes parceiros e apresentou interpretações e composições próprias em galerias de artes, casas de jazz e restaurantes brasileiros.
De volta ao Brasil, teve composições selecionadas pela Mostra de Música do SESC – 2009 e 2010, e dentre as participações especiais recorrentes, salienta-se o show do renomado Renato Braz, onde interpretou música de autoria própria em parceria com o músico. Em 2011, salienta-se seu show solo “Monofoliar” já apresentado algumas vezes na capital, além de parcerias com os músicos Mauricio Detoni, Ebinho Cardoso, Vera Capilé e Paulo Monarco.
Atualmente, Estela cursa o terceiro ano do curso de Música da UFMT, além de sua carreira solo integra o grupo URUTAU, que interpreta algumas de suas composições, entre parcerias e outras dos demais integrantes; integra o Grupo de Percussão do Departamento de Artes da UFMT, o grupo de música contemporânea da UFMT: Sensembow , desenvolve o trabalho de música cênica em parcerias com grupos de teatro de Cuiabá e atua na captação de áudio para cinema, além de compor sonoplastia/trilha para cinema e espetáculos de dança e teatro.

As aulas são às terças e quintas, das 19h às 22h, no Pavilhão das Artes. As inscrições estão abertas.


Serviço:
Incrições abertas para Módulo de Música Cênica do Curso Livre de Teatro
Terças e quintas, a partir do dia 07 de junho
Das 19h às 22h
no Pavilhão das Artes - Palácio da Instrução
Inscrições gratuitas: 3613 9230
www.pavilhaodasartes.com/

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Tatiana é Artista Residente do Pavilhão das Artes

Tatiana Horevicht, da Cia. Pessoal de Teatro, é a nova Artista Residente do Pavilhão das Artes. O projeto, capitaneado pela coordenadora do Pavilhão, Magna Domingos, consiste em oferecer o espaço do Pavilhão das Artes, no Palácio da Instrução, para que um artista exponha seu método de trabalho e divulgue sua pesquisa. Esta prática já é muito difundida nas artes plásticas, mas agora está abrindo também para as artes cênicas. No mês de maio, o grupo teatral Confraria dos Atores foi o "residente" do Pavilhão, oferecendo a um público de ávidos curiosos um pouco da sua organização como grupo, da sua pesquisa com teatro colaborativo e coletivo e do seu trabalho musical.
Tatiana Horevicht é atriz e diretora, integrante/fundadora da Cia. Pessoal de Teatro. Iniciou seus estudos de teatro na FAP - Faculdade de Artes do Paraná, em Curitiba. É formada pelo CEFAR - Palácio das Artes de Belo Horizonte onde estudou com grandes nomes como Marcelo Bones, Luiz Carlos Garrocho, Rita Clemente, Angela Mourão, entre outros do teatro mineiro. Completou a graduação na UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto/MG. Em extensão, estudou com o grupo teatral O Bando, participando de uma residência com o grupo em sua sede em Palmela, Portugal.
Para a sua "residência", Tatiana pretende investigar a fundo a dramaturgia do ator; um processo criativo que advém do teatrólogo e mestre Eugênio Barba. De acordo com a dramaturgia do ator, o ator passa a ser um co-criador do espetáculo, deixando de ser um elemento passivo da dramaturgia escrita. Cada vez mais esta visão da atuação se faz necessária no estudo teatral, pois a cena contemporânea evolui para uma anulação da personagem, como sempre se entendeu no drama, para um corpo que comunica mais do que fala. É em busca desta pesquisa que Tatiana Horevicht estará no Pavilhão das Artes, nas quartas e sextas, das 19h às 22h, a partir do dia 8 de junho. A classificação etária é a partir dos 16 anos. As inscrições podem ser feitas no Pavilhão das Artes, pelo telefone 3613 9230 ou pelo site www.pavilhaodasartes.com/

Serviço:
Artista Residente do Pavilhão das Artes - Teatro
Tatiana Horevicht - Cia. Pessoal de Teatro
Tema da Pesquisa: Dramaturgia do Ator
Quartas e Sextas, das 19h às 22h
Pavilhão das Artes- Palácio da Instrução
Praça da República, s/n
65 - 3613 9230
Cuiabá - MT

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Cirande com a gente!!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Palco Giratório

O Palco Giratório começou na capital
Começou muito bem, com dois espetáculos do AMOK Teatro, “Dragão” e “Kabul”. A Companhia está sediada no Rio de Janeiro e é dirigida por Ana Teixeira e Stephane Brodt. Os espetáculos apresentados fazem parte da trilogia da guerra e tem sua terceira parte em fase de montagem. Os espetáculos são impressionantes, mas o que mais nos empolgou foram as atuações de Stephane Brodt e Fabiana de Mello e Souza. Os dois já trabalharam com Arianne Mnouchkine, no fabuloso Teatre du Soleil. “Dragão” aborda a guerra através de depoimentos de dois palestinos e dois israelenses que contam suas respectivas versões de um atentado a bomba num ônibus. O atentado é fictício, mas os depoimentos são reais. “Kabul” trata da violência fundamentalista imposta ao Afeganistão. Além dos espetáculos, o AMOK Teatro trouxe a Oficina de Máscaras Balinesas, ministrada por Stephane durante toda a semana no Sesc Arsenal. O mais impressionante desta técnica oriental é a seriedade ritualística com que o ator trabalha seu corpo para uma comunicação mais artística. Pudemos conhecer um pouco mais do pensamento artístico de Stephane no Pensamento Giratório, uma roda de debate promovida pelo Festival. Esses momentos de “conversar sobre o assunto” são os mais especiais em um festival de teatro; é onde aprendemos mais sobre o olhar do outro e onde se discute as relações estéticas e poéticas de cada obra. E pelas discussões vemos que temos muito que conversar. No debate de quarta-feira, por exemplo, a impressão era de que ninguém iria falar nada. Terminou o espetáculo e todos ficaram mudos e imóveis, mas o assunto foi evoluindo e acabamos por sair do teatro às dez horas da noite. O espetáculo “A galinha Degolada” foi baseado num conto do uruguaio Horacio Quiroga e conta a história trágica de uma família com seus quatro filhos mentalmente deficientes, “interpretados” por bonecos de pano. Quando nasce uma menina normal, os pais passam a se dedicar apenas a ela, deixando seus outros filhos no abandono. O título se refere a uma galinha que eles assistem ser degolada pela empregada da família e depois fazem a mesma coisa com a irmãzinha que dormia no berço. Entenderam agora porque a platéia não emitia som ao final do espetáculo? Ficamos chocados, com certeza, mas segundo o diretor a intenção não era chocar. Eles se concentraram em extrair beleza do horror, e para isso lançaram mão de uma encenação expressionista com muita influência cinematográfica. A história é contada pelo fantasma da menina morta, que se utiliza de bonequinhos durante a contação. O tema explora a decepção dos pais em relação aos seus filhos, mas também esbarra em questões que fazem parte do nosso olhar moderno, como um certo pudor em ouvir os pais chamarem os filhos de “idiotas”. Assim eram chamados os deficientes mentais nos tempos do Quiroga e os autores mantiveram os termos. Uma opção que ressaltou nossa crítica em relação ao comportamento desses pais, mas nada que nos fizesse nos identificar com os filhos. A direção não buscou dar humanidade aos bonecos e a atuação, carregada de grotesco, aumentou nossa estranheza em relação a esses pais. De acordo com o diretor Jefferson Bittencourt, “ao invés de animar os bonecos, desanimamos os atores”. Na verdade, o que vimos foi uma atuação carregada que tentava traduzir o horror dos pais por terem gerado filhos imperfeitos, além da impotência diante de um fato sem volta.
O Palco Giratório é um projeto do SESC de grande importante para a circulação de espetáculos pelo país. Para registrar isso, vou contar aqui as impressões do Festival mais amado da classe artística cuiabana. Se quiserem opinar na minha opinião, entre em contato pelo meu e-mail. Nos vemos no teatro.

Juliana Capilé (atriz, diretora e dramaturga – Cia. Pessoal de Teatro)
jucapile@gmail.com

quarta-feira, 20 de abril de 2011

CURSO LIVRE DE TEATRO


Curso de Teatro permanente, em formato de módulos de oficinas mensais e diversificadas que abrange várias funções da cadeia criativa e produtiva do Teatro.

Terças e Quintas-feiras
Das 18h às 22h
Pavilhão das Artes – Palácio da Instrução
De Abril a Dezembro – Curso Gratuito

ABRIL - Dramaturgia e Roteiro - Maira Jeannyse
MAIO - Cenografia, com Rosana Schmitt
JUNHO - Música Cênica, com Estela Ceregato
JULHO - Direção Teatral, com Tatiana Horevicht
AGOSTO - Figurino, com Yeda Acunha Paiva
SETEMBRO - Iluminação, com Lourivaldo Rodrigues
OUTUBRO - Teatro de Grupo, com Jan Moura
NOVEMBRO - Produção Teatral, com Elenor Ceccon
DEZEMBRO - Trabalho cênico de encerramento com diretor convidado

Inscrições no Pavilhão das Artes
3613 9230
www.pavilhaodasartes.com/

terça-feira, 12 de abril de 2011

Módulo II - Cenografia


Rosana Schmitt formou-se na Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado, S. Paulo, com ênfase em Desenho Industrial nos anos 80. Ainda estudante começou a trabalhar com o arquiteto, cenógrafo e diretor Laonte Klawa, o mestre que lhe abriu a mente para o universo da cenografia nos aspectos técnicos, culturais e artísticos. Desenvolveu cenários e fez direção de arte, ao longo de 15 anos em São Paulo, principalmente para vídeos publicitários e cinema. Teve oportunidade de trabalhar ao lado de “feras” como Fernanda Montenegro, Paulo Autran, Regina Duarte, Raul Cortês, Paulo Borges e diretores de fotografia como Rodolfo Sanches, César Charlone, Lucio Kodato, Sergio Mastocola, entre outros. Suas incursões pelo teatro lhe trouxeram experiências gratificantes, ainda que breves, com Lima Duarte e Denise Stoklos.
Morando no Mato Grosso, desde o ano 2000, projetou réplicas de sedes de Fazendas Pantaneiras possibilitando o resgate histórico cultural da região de Cáceres. Atualmente dá suas “pinceladas cenográficas” adaptando os espaços às exposições de Artes Plásticas no SESC Arsenal, em Cuiabá.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Pavilhão das Artes - Programação

segunda-feira, 28 de março de 2011

Curso Livre de Teatro

quinta-feira, 24 de março de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

SEMANA DO TEATRO

terça-feira, 15 de março de 2011

SEMANA DO TEATRO



PROGRAMAÇÃO
SEMANA DO TEATRO – Ciclo de palestras e apresentações para celebrar os dias 20 (Dia Nacional e Mundial do Teatro para a Infância e Juventude) e dia 27 (Dia Mundial do Teatro).

Dia 19 de março de 2011.
Sábado
10h - Praça da República
16h - Praça das Lavadeiras - Lixeira
Apresentação do espetáculo Nacional “Tekoha”
Teatro Imaginário Maracangalha, do MS – Circulação FUNARTE


Dia 20 de março de 2011. – (Dia Mundial do Teatro para Infância e Juventude)
Domingo – 16h30
Praça Santos Dummont
Apresentação do Espetáculo "Umas e Outras", da Cia Aqueles Dois de Teatro
Apresentação do espetáculo de bonecos “Bons Companheiros”, de Carlão dos Bonecos.

Ciclo de Debates

Dia 22 de março de 2011.
Terça-feira – 19h
Pavilhão das Artes – Salão Nobre
História Recente do Teatro de Mato Grosso – Séc. XX
Convidados: Luiz Carlos Ribeiro, Carlos Gatass, Djalma Jabuti.
Mediação: Ivan Belém

Dia 23 de março de 2011.
Quarta-feira – 19h
Pavilhão das Artes – Salão Nobre
O Teatro e a Educação
Convidados: Carlos Roberto Ferreira, Yandra Firmo, Maria Thereza Azevedo.
Mediação: Eduardo Espíndola

Dia 24 de março de 2011.
Quinta-feira – 19h
Pavilhão das Artes – Salão Nobre
O Teatro Hoje em MT: Estéticas e Fronteiras.
Convidados: Tatiana Horevicht, Benone Lopes, Tibanaré, Maurício Ricardo
Mediação: Luiz Marchetti

Dia 25 de março de 2011.
Sexta-feira – 20h
Cine Teatro Cuiabá
Ap´resentação do espetáculo "Anjo Negro"
Cia de Teatro Mosaico
Aberto à classe teatral mediante cortesia

Dia 27 de março de 2011. (Dia Mundial do Teatro)
Domingo – 16h
Praça Santos Dummont
Cortejo Cênico com Escola-Circo Leite de Pedras

Curso Livre de Teatro


CURSO LIVRE DE TEATRO

O Pavilhão das Artes abre inscrição para o primeiro módulo do Curso Livre de Teatro, que terá início dia 04 de abril e encerra dia 15 de dezembro. As aulas serão nas terças e quintas-feiras, das 18h às 21h.

PROGRAMAÇÃO

Dramaturgia e Roteiro
Ementa: Oportunizar a criação da escrita, instrumentalizando e disponibilizando um espaço de produção textual permanente, gerando novos autores – dramaturgos e roteiristas.

Com Maira Jeannyse (diretora teatral com formação na UNIRIO-RJ, pós graduação em cinema e mestranda em Estudos de Cultura Contemporânea)

Inscrições abertas no Pavilhão das Artes
3613 9230
dialogocontemporaneo@gmail.com
www.cultura.mt.gov.br

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Núcleo de Pesquisas Teatrais 2011




















O Sucesso do Núcleo


A edição do Núcleo de Pesquisas 2011, com Tarcísio Ramos Homem, foi um sucesso. A parceria com o Pavilhão das Artes, na figura da Magna Domingos, garantiu cinco dias de tranquilidade no nosso trabalho; o pessoal por lá trabalha com incrível competência: nosso muito obrigado à Magna, ao Ernesto, ao Vinícios e à nossa grande colaboradora, a Carol Barros. Também tivemos o apoio da Secretaria Estadual de Cultura e queremos agradecer a disposição de J. Astrevo e do secretário Oscemário, que entenderam a importância de um projeto como este. Grata a todos.
A edição deste ano só foi possível porque recebemos o apoio financeiro da Funarte, através do Microprojetos Amazônia Legal, do Programa Mais Cultura. Esse apoio possibilitou recebermos o Tarcísio aqui, como: o hotel, alimentação, passagens e essas coisas. São projetos como esses que nos salvam do completo isolamento e permite que a classe artística cuiabana tenha contato com as técnicas corporais utilizadas no teatro da atualidade.
Tópico especial de agradecimento ao Tarcísio que foi um gentleman durante todos esses dias; sua disciplina, seu carisma e sua simplicidade nos marcou para sempre!
Os participantes desta edição foram muito especiais. Primeiro, a evasão foi mínima; aliás, só saiu quem já tinha dito que ia sair. Foi muito agradável trabalhar com um grupo interessado e atento, mas bastante distinto; tivemos inscrições de músicos, estudantes de exatas, empresários, enfermeiras, além de profissionais bastante atuantes no nosso cenário teatral! Todos muito dispostos a tudo que o Tarcísio propunha, se divertindo ao mesmo tempo que desenvolvía uma disciplina corporal que saltou aos olhos.  Eu adorei o resultado que apareceu no trabalho final. Parabéns a todos!!
Encerramos com um desejo em comum: que possamos desenvolver as pesquisas iniciadas durante a oficina.
Um grande abraço e até a próxima edição do Núcleo de Pesquisas Teatrais!

CIA PESSOAL DE TEATRO